APOCALIPSE – TEMAS – Vivendo Sob Pressão  (Apocalipse) escrito em terça 17 agosto 2010 14:23

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O Apocalipse foi escrito no começo de um período de perseguição duradoura por parte do Império Romano que exigia a adoração do Imperador debaixo de uma lei marcial. Uma vida mais cômoda podia ser ganha simplesmente seguindo a multidão e abrindo mão dos padrões de Deus, afinal, um pouco de adoração ao Imperador tornaria a vida um tanto mais fácil.

O contexto revela que o mal estava atacando tudo que era bom; a licenciosidade abundava; os conceitos maus controlavam a sociedade. Era como se Deus não estivesse em nenhum lugar, e não estivesse se importando com tudo isto. Os cristãos estão sendo perseguidos, alguns estão até sendo martirizados e a fé dos cristãos esta sob uma pressão intensa. Os cristãos estão esperando o retorno de Cristo, mas ele não veio ainda.

O livro é então escrito para ser enviado aos santos e revelar-lhes que o Deus Criador está soberanamente no controle de todos e cada um dos eventos mundiais e Ele mesmo julgará a humanidade. Ele permite o mal no mundo, mas Ele vencera no fim, juntamente com os Seus santos.

O modelo maior é o próprio Jesus Cristo, que não poupou a si mesmo e os cristãos devem também ter a mesma disposição de seu Senhor e Salvador e renunciar suas vidas por sua fé como um testemunho do Evangelho de Cristo.

Os inimigos dos crentes serão derrotados no fim: o diabo; os poderes políticos; os poderes do falso religioso; o perseguidor da Igreja; a sedução do mundo e suas filosofias. Os juízos de Deus manifestados na humanidade são Sua resposta às orações dos santos.

Os crentes devem suportar pacientemente até o fim e permanecerem fieis até a morte, pois eles alcançarão a vitória acima dos seus inimigos; da mesma maneira que Jesus teve que morrer a fim de ser vitorioso acima de Satanás. Deus no fim vindicara seus eleitos e Sua justiça será manifestada em toda a terra, mas isto não acontecera durante a vida da maioria dos santos.

Satanás é o grande enganador, que engana o mundo e o faz curvar-se diante de seus aliados, a besta e o falso profeta, e somente aqueles quem conhecem e crêem em Deus e em Sua palavra resistirão a eles. Jesus retornará e seus inimigos serão derrotados, julgados e eternamente castigados, os crentes irão estar com seu Senhor para sempre e Ele habitará com eles.

O Apocalipse abrange a história mundial inteira desde a ascensão de Cristo até o fim dos tempos. A sua acusação é contra aqueles que falham em glorificar Deus como Criador e Senhor, perseguem a Igreja e se negam a se arrependerem de seus pecados.  O Apocalipse é o último livro da bíblia e as chaves para sua interpretação estão inseridas tanto no AT quanto no NT e na compreensão dos eventos contemporâneos do dia a dia.

Esta mensagem do Apocalipse, quanto à perseguição, pode ser sumarizada pela advertência da carta à igreja em Esmirna: Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (2:10). Aqui encontramos a primeira advertência no livro relativo à perseguição da Igreja. O crente é advertido para ser fiel até a morte e ele receberá a coroa da vida que é ilustrada pela nova Jerusalém e o rio da vida que nasce do trono.

Deste modo, o crente não deve temer a morte física, pois a morte torna-se a porta de entrada para que ele possa estar com o Senhor e reinar com Ele para sempre. Existe uma morte para temer e é a segunda morte – a morte espiritual - que é o lago de fogo e aqueles que adoram a besta irão para lá.

A descrição dada dos crentes mostra que eles são perseguidos por causa de seu testemunho de Jesus e por causa da Palavra de Deus, e as duas testemunhas revelam que este testemunho cristão é parte integrante do plano soberano de Deus, pois sem o testemunho deles a sétima trombeta e última, que introduz o Reino de Deus, não poderá ser tocada – “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mt 24.14).

Esta questão é tão séria que no fim do segundo século e no terceiro século houve muitas discussões dentro da Igreja Cristã em relação àqueles que “negaram sua fé” durante os períodos mais intensos de perseguição por parte do Império Romano. Alguns movimentos reformistas exigiam por parte destes apóstatas uma demonstração real de arrependimento e que fossem batizados novamente (os Montanistas, cujo expoente maior foi Tertuliano [135-160 d.C.; os Novacianos [250 d.C.], mas a cúpula da Igreja, preocupado em perder membros abastados, contentou-se que apenas retornassem à comunhão).

Atualmente no Brasil, onde os cristãos de forma geral e os evangélicos mais especificamente, gozam de plena liberdade de seus direitos e estão seduzidos pela prosperidade econômica e social, esta mensagem sobre perseguição perde quase que completamente seu impacto.

E o que muitos líderes evangélicos classificam de “perseguição” nada tem a ver com a fé em Jesus ou à pregação do Evangelho, mas por questões meramente econômicas e muitas vezes por ações ilegais (segundo as leis vigentes no país) contrariando completamente o que a Palavra de Deus ensina: Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma; Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem. Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus... Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (1 Pedro 2.11-16, 19-21)

Mas em muitos países ao redor do mundo, cristãos continuam sendo perseguidos violentamente e mortos, unicamente por causa de sua fé em Jesus e por ousarem anunciar a mensagem do Evangelho. Enquanto os Estados Unidos fazem embargos econômicos a alguns países, outros cujo poder econômico interessa à economia americana são tratados como parceiros (China, Índia, países árabes [mulçumanos] de forma geral) enquanto os cristãos são perseguidos implacavelmente, impedidos de vivenciarem sua fé e anunciarem o Evangelho. A posição do governo brasileiro em relação a estes países, inclusive aqueles que ocupam os primeiros lugares no quesito perseguição religiosa, é de total e irrestrito apoio (Irã, Cuba, Coreia do Norte).

Rev. Ivan Pereira Guedes

 

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