SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO – Chegada à Macedônia  (Atos) escrito em quinta 17 junho 2010 17:09

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Atos 16.11-12

Como vimos anteriormente Paulo e seus novos companheiros (Silas, Timóteo e Lucas) foram conduzidos pelo Espírito Santo em direção à Macedônia (Atos 16.9-10). De Trôade eles haviam navegado para Samotrácia, uma ilha na costa da Trácia, permanecendo ali apenas um dia e fazendo um translado partiram para o porto de Neápolis – estão na Macedônia.

A Macedônia fora dominada por Roma em 168 a.C., mas em um acordo político eles permaneceram livres, todavia, a nação foi dividida em quatro repúblicas, cada uma com sua própria administração autônoma. Após um levante em 148 a.C. a Macedônia tornou-se uma província romana. Nos dias de Paulo ela voltou a ser uma província senatorial autônoma. As informações geográficas e políticas de Lucas parecem estar em perfeita sintonia com a realidade daqueles dias, pois declara que Filipos era “uma cidade do primeiro distrito da Macedônia”

 Pelo texto percebemos que Paulo e sua equipe não se demoraram em Neápoilis, mas foram rapidamente para a cidade de Filipos, cerca de dezesseis quilômetros a oeste. Esta cidade estava situada ao pé do monte Pangéus, bem como ao lado da famosa e importante estrada do império, a via Egnácia, principal rota entre a Ásia e o Ocidente, ligando Bizâncio a Dirraquio no mar Adriático. Era uma colônia romana para os veteranos de guerra e recebeu o nome de Colonia Iulia Augusta Philippensis e seus cidadãos tinha a chamada libertas ius italicum, ou seja, os mesmos direitos de qualquer cidadão italiano (romano) e também a isenção de impostos (immunitas). Ao menos duas passagens da epístola aos filipenses somente podem ser claramente entendidas à luz do contexto de que ela tem o status de uma colônia romana (Fp 1.27 e 3.20).

Rev. Ivan Pereira Guedes

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“A história que se inicia aqui e vai até 21.16 engloba os mais grandiosos duas da vida de Paulo – anos que viram a fundação das igrejas da Macedônia, da Acaia (Grécia), e da Ásia, e a redação de algumas de suas cartas mais importantes. A história é narrada por meio de uns quadros típicos, mediante os quais Lucas mostra o poder do evangelho e o efeito de seus confronto com os outros poderes daquela época: filosofia, religião e o estado romano. Em vários pontos esta história concorda com as cartas de Paulo e as complementa.” Williams, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo – Atos, ed. Vida, 1996, p. 308.

É uma ilha do noroeste do mar Egeu, dominada por uma montanha de mais de mil e quinhentos metros de altura e que servia de referência aos marinheiros. Era o centro cultual dos Cabirios, dos deuses gemelos, não helênicos, de fertilidade, com um famoso templo levantado em sua honra.

“As provincias romanas dividiam-se em duas classes: as que precisavam de tropas e as que não precisavam. Estas eram admnistradas pelo senado e governadas por procônsules; aquelas ficavam sob a administração do imperador. As maiores províncias imperiais eram governadas por representantes de categoria senatorial, tendo uma ou mais legiões sob seu comando; as menores, por procuradores de nível de cavalaria, como era o caso da Judéia.” Williams, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo – Atos, notas adicionais 33 (13.7), p. 254.

Lucas cita nominalmente outras colônias romanas (Antioquia da Pisídia, Listra, Troas, Ptolemaida, Corintos, Siracusa e Putéoli), entretanto, somente Filipos é identificada como colônia.

“A possessão mais valiosa e estimada dessa colônia era o ‘direito italiano’ (o ius Italicum ‘pelo qual a posição legal integral dos colonos com respeito a propriedade, transferência de terras, pagamentos de impostos, administração local e lei, era a mesma como se o colono estivesse em território italiano; de fato, mediante uma ficção legal, ele estava na Itália’). Os próprios colonos haviam sido descritos como ‘miniaturas à semelhança do grande povo romano’ (J. B. Lightfoot, St Paul’s Epistle to the Philippians, p. 51)”. 

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