APOSTOLO PAULO (3)  (Paulo e suas Epístolas) escrito em sábado 24 maio 2008 19:08

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Viagens missionárias

Barnabé convida Paulo para auxiliá-lo no trabalho evangelístico em Antioquia, no qual ele se empenha por um período de um ano (Atos 11:25-26). Lucas informa que ambos foram enviados a levarem uma oferta de auxílio aos crentes de Jerusalém que estavam passando fome, ainda que em sua autobiografia de Gl. 1:15-2:10, não se contenha qualquer menção desta viagem.

Retornando à Antioquia, Barnabé e Paulo são investidos e enviados a uma obra missionária mais ampla entre os gentios (Atos 18:1-3). O relato desta primeira viagem missionária ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos, no qual o itinerário é cuidadosamente preservado por Lucas: Chipre, Perges da Panfília, Antioquia de Pisídia ; depois as cidades de Licaônia (Galácia inferior); Icônio, Listres e Derbe . Ao retornarem trazem um relatório extremamente positivo, com o estabelecimento de várias igrejas. Com o resultado do grande número de conversão entre os gentios, surge a controvérsia judaizante. Inicialmente em Antioquia ela se estende à Jerusalém e desemboca na Assembléia geral, onde Paulo e Barnabé defendem seu ponto de vista (Atos 15). Os principais líderes na Assembléia Tiago, Pedro e João ratificam o ministério apostólico entre os gentios e aprovam seus métodos: dos gentios convertidos não se exigirá a prática da Lei mosaica a fim de serem aceitos na Igreja.

O Cristianismo Judaico sobreviveu ainda por alguns séculos, mas tornou-se apenas um ramo menor de uma Igreja predominantemente Gentia e assim aquelas regras tornaram-se irrelevantes. O princípio pelo qual Paulo e Barnabé lutaram mostrou-se de grande e fundamental importância, pois acentuou a universalidade do Evangelho e impediu que o Cristianismo se tornasse apenas mais uma seita do Judaísmo.

Em sua segunda viagem missionária , Paulo separa-se de Barnabé, tendo como pivô o comportamento ambíguo de João Marcos na viagem anterior. Seu novo companheiro é Silas (Atos 15:36-41). Em Listres incorpora o jovem Timóteo à sua equipe (Atos 16:1-5). Na região da Galácia fica adoentado e mesmo assim prega a mensagem do Evangelho (Gl. 4:13-15). Após uma visão muda o itinerário e entra na Macedônia (Europa) e funda as igrejas de Filipos, Tessalônica e Beréia (Atos 16:11-17:15). Apesar de muito frutuoso o trabalho é interrompido pela crescente oposição e perseguição de grupos judaicos (Atos 17:5,10; cf. I Tm. 2:16). Sua passagem por Atenas é muito rápida (Atos 17:16-34), mas em Corinto permanece ao menos por um ano e meio e conhece Áquila e Priscila. Retorna pelo mar à Síria (Atos 18:18-22).

Em sua terceira viagem missionária , mais uma vez o ponto de partida é Antioquia. Paulo se dirige agora para as regiões da Frígia e Galácia antes de se fixar por um longo tempo, aproximadamente dois ou três anos, (Atos 18:19-20:1; 19:8-10 e 20:31). Sai bruscamente e dirige-se à Corinto ou Macedônia. Nasce em seu coração o desejo de ir até o Ocidente (Espanha) e solicita a ajuda logística dos crentes de Roma para alcançar tal propósito (Rm. 1:11-14; 15:22-24). De posse de expressiva oferta, retorna à Jerusalém, aproveitando para rever as igrejas da Macedônia e os irmãos de Éfeso (Atos 20:8-38). Por meio do mar chega em Cesaréia, de onde sobe à Jerusalém, já alertado para os difíceis acontecimentos que lhe sobreviriam (Atos 21:1-16).

Em Jerusalém acaba por ser aprisionado mediante uma manobra política dos judeus e enviado a Cesaréia; permanece cativo por um período não inferior a dois anos sob a autoridade dos procuradores Felix e Festos, e finalmente apela para César (Atos 21:17-26:32). Lucas relata com vividos detalhes esta viagem em direção a capital do Império Romano (Atos 27-28). Na capital ele primeiramente usufrui do regime da “custodia libera ” (Atos 28:16), que lhe possibilita a continuidade da pregação do evangelho (28:31).

Muitos defendem a possibilidade que ao final de dois anos Paulo foi libertado e empreendeu seu projeto da Espanha (Clemente de Roma fala de uma viagem “aos confins do Ocidente” [I Clem. 5:7]; mas as Pastorais parecem induzir a um apostolado no Oriente: cf. I Tm. 1:3, Timóteo deve terminar a obra de Paulo em Éfeso, e Tito em Creta, II Tm. 1:5 [cf. 3:12]).

Ainda com base nas Pastorais pode-se entrevê um segundo cativeiro de Paulo em Roma, muito mais rigoroso que o primeiro (cf. II Tm. 1:8-12; 2:9). Aqui o velho Apóstolo prepara-se para o martírio (II Tm. 4:6-8). Há um clima de abandono e solidão (II Tm. 1:15-17; 4:9-16).

 

Rev. Ivan Pereira Guedes

http://reflexaobiblica.spaceblog.com.br/140250/APOSTOLO-PAULO-2/

NOTAS

Mapas das Viangens de Paulo: http://www.geocities.com/Eureka/Gold/7392/mapas/mapas.html  

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